Trans-ancestralidade e ternura radical

Há um par de meses conheci a Lia García/ La Novia Sirena (IG: @cucaracha_debarrio) ) neste podcast das incríveis Afrochingonas. Lia é pedagoga, artista, contadora de histórias e ativista feminista e polos direitos humanos e da comunidade trans. Mas sobre tudo sinto a Lia como umha mulher combativamente terna, umha artesam das palavras, umha fiadeira da memória ancestral das suas comunidades de pertença e umha alquimista que faz poesia, educaçom, arte e política a partir da resignificaçom de mitos e símbolos arquetípicos.

Desde que a conheci, é umha das minhas figuras de inspiraçom e guiança no sentir, pensar e fazer umha pedagogia biocêntrica para a emancipaçom, a felicidade e os bons viveres. E também converteu-se numa companheira mui querida!

Ilustraçom dumha sereia em branco sobre a bandeira afrotrans, que consta de faixas horizontais nas cores  celeste, rosa, preta, rosa, e celeste.
Ilustraçom tomada do podcast de Afrochingonas (para escutar preme o botom)
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Em tempos de escasez vale ainda mais a intençom da semente

Se não houver frutos, valeu a beleza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente.” Maurício Francisco Ceolin

Hoje a chuva escampou depois de dias caindo forte. Saiu um raio de sol chamando ao passeio, a respirar o ar húmido e renovador. Levava ânsia de terra e de verde nos olhos. Tudo ao redor parecia empapado por umha magia diferente essa tarde. O parque de sempre semelhava umha fraga misteriosa e nutricia. E de súpeto vim-na.

Nas hortas que dam colorido e alimento ao bairro vim medrar esta árvore. Conhecim-na quando ainda era feble e desajeitada. Em dias de invernia mesmo parecia que se quebraria com algumha rajada de vento. Nom dava sombra, nom chamava demasiada atençom. Era umha árvore mais.

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