Novo obradoiro vivencial: Polinizar o bomtrato

Com a primavera chega o momento de espalhar sementes. Sementes de vivências e práticas que façam medrar o bom trato nos nossos vínculos. Que façam brotar novas formas de estar e de relacionar-nos mais afetivas, equilibradas e prazenteiras.

Este obradoiro está formado por três encontros nos que combinaremos a reflexom coletiva e a partilha de experiências com outra puramente vivencial. Para a primeira parte, empregaremos metodologias da educaçom popular feminista e da educaçom biocêntrica. Já para a segunda nos apoiaremos na Biodanza para levar novas vivências, sentires, intuiçons, desejos e possibilidades às nossas células, mediante a música, o movimento e o poder do grupo como matriz de aprendizagem.

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Um espaço semanal para encher as nossas vidas de mais vida

Biodanza, enquanto sistema de integraçom, reaprendizagem afetiva e reconexom com a vida, atua desde um paradigma progressivo e evolucionário.

Que quer dizer isso? Que o processo de transformaçom e crescimento que suscitamos dá-se de umha maneira paulatina, acompassado ao ritmo do grupo e de cada integrante. Buscamos deflagrar vivências integradoras, isto é, que tenham o potencial de unir àquilo que permanecia disgragado, oferencendo umha resignificaçom existencial para quem as experimenta. Isto requer tempo e constância de modo a que cada participante poida ir assimilando e integrando os conteúdos vivenciais de forma orgânica, amável.

Por isso é importantíssimo o trabalho que se realiza de forma regular nas sessons semanais de Biodanza. Ainda que um obradoiro puntual poida despertar potenciais e brindar-nos vivências valiosas, é no grupo regular onde podemos realmente emprender umha viagem de autoconhecimento. É onde se desenvolve a autêntica arte do viver que propomos em Biodanza.

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Recuperar o sentir para ser em plenitude

“Consciência é, especialmente, sentir.” Nere Miranda

Num mundo que prioriza o “ter” e o “aparentar”, queremos reivindicar a potência da sensibilidade para reforçar e iluminar a nossa identidade.

Acreditamos que o sentir é umha via de autoconhecimento e de relacionar-nos com as demais pessoas e com o mundo desde a autenticidade.

A conexom com as nossas marés internas, com o que sentimos e precisamos em cada momento, oferece-nos umha forma de estar na vida mais íntegra, presente e enraizada. Conectamos com a vida através do corpo e os sentidos. Recuperar a capacidade de sentir é reapropriar-nos da liberdade de ser e expressar-nos em plenitude.

Esta é a proposta para a primeira sessom deste ano. Porque vivemos demasiado no pensar. É chegado o tempo de assumir-nos e expressar-nos desde o sentir.

Vagas limitadas. Imprescindível inscriçom prévia.

Achega econômica: 12€ . Se estás em situaçom de precariedade ou habitas umha identidade nas margens, consulta sobre facilidades as de acesso. Nos nossos espaços ninguém deixa de participar por cuartos.

Tramando bom viver, tecendo redes de apoio e cuidados

Fechamos este curso com a última sessom do obradoiro Tribalizando (auto)cuidados em comunidade. Umha sessom na que dançaremos acompanhades da erva, das árvores, da brisa e do sol para inspirar-nos nessa busca cara a tecer bons viveres.

Umha sesssom para fortalecer o nosso desejo de construir redes sólidas de cuidados que sustentem a nossa existência e abram horizontes de vidas dignas, plenas, prazerosas e em harmonia.

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Cuidar o território: limites e assertividade como práticas de autocuidado

Pôr limites é exercitar-nos na autopreservaçom. Se falamos de autocuidados esta práctica é vital e acostuma nom estar presente no nosso repertório, especialmente para as pessoas socializadas como mulheres ou construidas dentro do que se adoita etiquetar como “femenino. O mandato social que nos construe como seres para outros e o bloqueo da agressividade (umha funçom adaptativa que em absoluto é sinônimo do violência) fam com que pôr limites ás demandas e necessidades alheias, cuidar o nosso corpo-território da sobre exploraçom e do cansaço, seja umha tarefa difícil para muites de nós.

No entanto, hoje em dia (e desde sempre na memória dos povos originários) sabemos que o crescimento exponencial é unha falacia desenvolvimentista. Nada vivo pode medrar e produzir indefinidamente. Tampouco cuidar. Os limites som umha práctica de afetividade para conosco e de defesa das nossas necessidades e ritmos. Um gesto de autorespeito e autoestima. E portanto também cara a comunidade, ao favorecer a co-responsabilidade e o reparto equitativo dos cuidados.

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Saborear a vida: quarta sessom do obradoiro Tribalizando

Reconhecer o poder do erótico em nossas vidas pode dar-nos a energia necessária pra fazer mudanças genuínas no mundo.” Num dos seus ensaios mais conhecidos, Audre Lorde fala do erótico como umha fonte de conhecimento e poder.

Exercitar-se no pracer é (re)descubrir o caminho que nos leva a ganhar poder sobre nós. Estar en conexión com os nossos desejos e necessidades. Identificar àquilo que me faz bem e tomar decisons a partir desse conhecimento.

Viver desde o prazer também supom interagir de outra maneira com o mundo, saboreando as pequenas (e grandes) ledicias que a vida nos ofrece cada dia.

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Podar para renovar

Capaz nom te decataste de que êste mês nom convoquei o Encontro Biocêntrico Tecendo Saúde. O motivo é simples: depois de muito reflexionar decidim que é o momento de fechar este projeto. Polo menos na sua forma atual. Fago-o desde o sentir profundo de que este projeto cumpriu com os objetivos marcados e tivo a sua funçom na algura na que nasceu, alá polo mes de abril, em pleno confinamento. Porém agora é tempo de sacar as tesouras e fazer poda.

Foto: Gary Barnes.
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Tecendo Saúde: dar mais vida à vida

A vitalidade é um elemento central para a saúde e o bom viver. Trata-se da energia disponível para a açom e vai associada ao equilíbrio orgânico, sensaçom de bem estar, abertura e disposiçom para alegrar-se. Também tem relaçom com os instintos e portanto com as funçons que garantem a sobrevivência e a auto conservaçom.

Este é o convite para o próximo Encontro Biocêntrico On Line Tecendo Saúde que terá lugar o domingo 25 de abril de 18:30 a 20:45h.

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Abrigo seguro: segunda sessom do obradoiro Tribalizando

“… y llegará el instante en el que mires el mapa y el lugar seas tú.” Èlia Farrero

Como som os lugares nos que me sinto confortável, em segurança e cuidade? Dou-me permisso para passear polas minhas paisagens internas? Por quais territórios transito e quais permanecem desconhecidos? Como estou a viver a mingua dos espaços coletivos de encontro e partilha desde que se instalou a pandemia nas nossas vidas?

Navegar por estas e outras perguntas para descubrir através do corpo e da vivência possíveis rotas que nos ajudem a seguir construindo o nosso mapa dos (auto)cuidados. Este é o convite da segunda sessom de Tribalizando, dirigida a exploraçom do papel dos espaços para os (auto)cuidados.

Foto de Camila Cordeiro no Pexels.
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