Tecendo Saúde: dar mais vida à vida

A vitalidade é um elemento central para a saúde e o bom viver. Trata-se da energia disponível para a açom e vai associada ao equilíbrio orgânico, sensaçom de bem estar, abertura e disposiçom para alegrar-se. Também tem relaçom com os instintos e portanto com as funçons que garantem a sobrevivência e a auto conservaçom.

Este é o convite para o próximo Encontro Biocêntrico On Line Tecendo Saúde que terá lugar o domingo 25 de abril de 18:30 a 20:45h.

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Abrigo seguro: segunda sessom do obradoiro Tribalizando

“… y llegará el instante en el que mires el mapa y el lugar seas tú.” Èlia Farrero

Como som os lugares nos que me sinto confortável, em segurança e cuidade? Dou-me permisso para passear polas minhas paisagens internas? Por quais territórios transito e quais permanecem desconhecidos? Como estou a viver a mingua dos espaços coletivos de encontro e partilha desde que se instalou a pandemia nas nossas vidas?

Navegar por estas e outras perguntas para descubrir através do corpo e da vivência possíveis rotas que nos ajudem a seguir construindo o nosso mapa dos (auto)cuidados. Este é o convite da segunda sessom de Tribalizando, dirigida a exploraçom do papel dos espaços para os (auto)cuidados.

Foto de Camila Cordeiro no Pexels.
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Tecendo Saúde: pulsar entre a açom e o repouso para revitalizar-nos

Recebemos a primavera e a sua promessa de luz, calor, fertilidade. No hemisfério norte é momento de plantar sementes para que a vida possa florescer com intensidade. A primavera representa a vitalidade, a criatividade, a expansom. A possibilidade de renovar cada dia, mesmo em situaçons de estrés, a energia necessária para desenvolver o nosso projeto existencial.

Em Biodanza concebimos a vitalidade como a pulsaçom entre a açom e o repouso. Dessa pulsaçom derivam os processo de renovaçom e equilíbrio orgânico, o que favorece a estabilidade dinâmica dos biosistemas e alimenta o fluxo de energia vital.

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Vivenciar os (auto) cuidados em comunidade: calendário atualizado

Devido as restriçons sanitárias anunciadas o passado mês tivemos que adiar o início do obradoiro para o mes de marzo. A seguir encontrarás o calendário de sessons atualizado.

Muito tem-se falado de cuidados e autocuidados ultimamente. Porém, como podemos sementar estas práticas no quotidiano quando à nossa volta imperam os ritmos acelerados, a desconexom com os sentires, o anestesiamento do corpo, os automatismos, a preponderância do externo frente ao interno, o esfarelamento dos vínculos? Como fazê-lo sem companhia que acolha e fortaleça, que sustente e que nos faga avançar? Sem a tribo?

Oferecemos seis encontros para facilitar a construçom da urdume de cuidados que tanto precisamos. Através do círculo de palavra, da música e do movimento abordaremos diferentes dimensons a cultivar para enraizarmos os cuidados no plano pessoal e coletivo.

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O princípio biocêntrico é insurgente; portanto, feminista*

De um tempo a esta parte escuito em muitas bocas a expressom “pôr a vida no centro”. Umha frase mui presente entre a comunidade biodanceira, alude à pedra angular do Sistema Biodanza e ao compromisso que deve orientar a nossa prática profissional, pessoal e coletiva.

Recordo que a primeira vez que escuitei falar do princípio biocêntrico fiquei mui surpreendida dado que convergia em grande medida com as formulaçons ecofeministas. A ideia de que a fantasia de autosuficiencia, progresso e domínio da natureza oculta umha profunda ecodependência. De que formamos parte dunha grande rede que conecta diferentes formas de vida e que a vulnerabilidade que nos caracteriza como espécie faz-nos interdependentes. Precisamos de outres para viver. Por isso o amor, a ternura e a sociabilidade som tam importantes para a nossa sobrevivência.

Porém, os corpos que historicamente reproduzírom e sustentárom a vida humana e nom humana fôrom o das mulheres e identidades dissidentes do sistema sexo-gênero heteropatriarcal.

Foto: Colectiva Transfeminista de Biodanza (Argentina).
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De Cronos a Kairos: primeira sessom do obradoiro Tribalizando

Na antiga Grecia empregavam-se duas palavras para nomear o tempo. Cronos e kairos representavam diferentes formas de entendê-lo. Assim, o primeiro refere-se ao tempo cronológico ou lineal, enquanto que o segundo é subjetivo e remete ao tempo oportuno. O instante propício, preciso e presente. O momento vivenciado.

Começamos esta viagem polos (auto)cuidados abordando algo tam crucial como a vivência do tempo. Umha dimensom essencial para o autocuidado, na medida em que nos convida a focalizar no aqui-agora e desde ai ser capazes de entregar-nos ao poder regenerador do desfrute.

Foto: pexels-pixabay.
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Abraçando a ansiedade, compreendendo a sua mensagem

Hoje ao preparar o encontro biocêntrico do próximo domingo, que como sabes versará sobre o acorpamento coletivo da ansiedade desde a compaixom, lembrei deste artigo da querida Mai Insua para a Revista Revirada.

Um texto que me ressoa muito porque comunica desde a experiência própria e a vulnerabilidade. E também porque nos convida a abraçar esta emoçom e compreender a sua mensagem:

“A ansiedade ten que ver cun sistema natural de alerta que traemos de base e que está relacionado coa nosa supervivencia. “

Ilustraçom: Kathrin Honesta.
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Tecendo Saúde: acorpando a ansiedade

O sistema quere-nos débeis, tristes, separades. Mais com o feminismo aprendim que o pessoal é político e é por isso que precisamos politizar as nossas emoçons e sentires, mais sobre todo, a nossa sanaçom. Sanar-nos é um ato de tenrura para conosco. Advoguemos sempre polo autocuidado.” Yadira del Mar

Acorpar as sensaçons físicas que conleva a ansiedade e o sentimento de falta de controle, o medo e a angústia. Oferecer-nos contençom amorosa e vivenciar a segurança e a confiança como possíveis caminhos para converter a ansiedade e o medo em coragem e alegria de viver. Este é o convite para o próximo Encontro Biocêntrico On Line Tecendo Saúde que terá lugar o domingo 28 de fevereiro.

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Tecendo Saúde: iluminando intençons

Tencionar é um potente motor para a realizaçom do que desejamos. É claro que nom basta com desejar. Há estruturas e fatores que condicionam o devir dos acontecimentos e as oportunidade de concretizaçom, mais ainda para quem pertence a grupos vulnerabilizados. Nom reconhecê-lo seria desentender-nos dos privilégios que nos forom outorgados.

Ainda assim, viajar ao nosso espaço íntimo para escutar àquilo que realmente queremos e conectar com as nossas autênticas motivaçons existenciais alimenta o processo de crescimento pessoal. Ajuda a realizar mudanças nas nossas vidas por mais pequenas que sejam. Impulsam o nosso caminhar.

Para que este movimento seja potente e vigoroso oferecemos este espaço de iluminaçom da vitalidade pois dela depende cultivar as nossas intençons.

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